Ontem tive a chance de participar do Seminário INFO sobre Internet Móvel, aqui em São Paulo, e gostaria de compartilhar algumas coisas aqui no blog.
As palestras passaram por vários temas relacionados a internet mobile, da parte técnica (licenciamento de freqüência das operadoras, plataformas de desenvolvimento e sistemas operacionais) à criativa (exemplos de ações feitas com m-commerce, m-banking e serviços de SMS), passando também pela parte prática, que diz respeito à rentabilidade dos serviços e à publicidade.
Mas a menina dos olhos do evento foi a tecnologia 3G, recém-chegada ao Brasil. Para quem não está familiarizado com o termo, trata-se da geração de celulares e dispositivos móveis que possui (além dos serviços convencionais) banda larga para transferência de dados e serviço de posicionamento por triangulação de antenas e por GPS - somados a telas maiores, processamento mais rápido, maior capacidade de memória e, em alguns casos, tecnologia touch screen. O assunto, que norteou quase todos os debates do Seminário, está causando furor entre desenvolvedores, operadoras, fabricantes, agências e demais players desse mercado. Isso porque as possibilidades que surgem com o 3G são inúmeras: viabilidade de novos serviços e aprimoramento dos já existentes, novas formas de publicidade, transmissão de vídeos e rádios web no celular, barateamento dos serviços de dados, massificação do uso de internet e o que segue.
Duas discussões interessantes que foram levantadas nas palestras:
- Mobile Banking. Com a nova tecnologia 3G e o aumento do número de pessoas com acesso a banda larga no celular, os serviços de Mobile Banking vão se popularizar. Alguns defendem o desenvolvimento de aplicativos e interfaces próprias para celular, enquanto outros dizem que, com o advento dos novos browsers e das telas maiores, os usuários poderão usar os próprios Internet Banking já disponíveis na web para fazer suas transações.
- Publicidade. A publicidade no celular ainda não está bem resolvida. A tendência é usar cada vez menos os formatos tradicionais (banners e SMS-spam) e partir para ações mais imersivas. Nas palavras de Abel Reis, presidente da AgênciaClick e um dos palestrantes do Seminário, cases como o Cinema Interativo Idea Adventure ou o da campanha de lançamento do Fiat Punto são apenas alguns dos experimentos que têm sido feitos pela agência, mas ainda não definem nenhuma “fórmula mágica” a ser seguida em outras ações. Dois bons caminhos apontados por ele são: 1. a publicidade enquanto serviço, que seja útil ao consumidor, e 2. a publicidade enquanto rede social, que se torne relevante à medida que interliga pessoas.
Em tempo, uma curiosidade interessante: esses celulares temáticos que vemos por aí e que já trazem algumas músicas na memória – o Motorola da Fergie, o Sony Ericsson da Cláudia Leitte – são formas de incentivar o uso do celular como media player e quebrar a barreira da experimentação. Foi estatisticamente comprovado que os aparelhos que já vêm com mp3 são muito mais usados como tocadores de música do que os outros modelos que possuem as mesmas funções. Bastava as pessoas experimentarem.
Outros assuntos abordados no evento: Google Android, lançamento do Yahoo! Go 3.0, Google Maps, Fusão entre Apontador e MapLink, carros com SIM Cards, GPS, M-Payment e o tão esperado iPhone 3G. Confira a cobertura do evento no site da INFO.
Saí do evento bastante animado com os caminhos que se abrem com o 3G e cheio de idéias na cabeça.
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